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Síndrome de Ehlers-Danlos

Hipermobilidade articular

Descubra mais sobre hipermobilidade articular nesta seção. Entenda as origens, complicações e estratégias de tratamento para essa condição comum, mas muitas vezes mal compreendida. Saiba como a nossa clínica aborda essa questão e como podemos ajudar a lidar com os desafios associados à hipermobilidade articular.

Como se mede

O escore de Beighton

A hipermobilidade articular é definida pelo escore de Beighton: nove pontos verificados no exame físico, sem exame de imagem nem teste genético.

Passe o cursor ou o dedo sobre um ponto para ver o que ele avalia.

  1. Dedo mínimo direito
  2. Dedo mínimo esquerdo
  3. Polegar direito
  4. Polegar esquerdo
  5. Cotovelo direito
  6. Cotovelo esquerdo
  7. Joelho direito
  8. Joelho esquerdo
  9. Coluna lombar

O que é Hipermobilidade Articular (SEDh)?

Hipermobilidade articular (frouxidão/elasticidade) pode representar o extremo do espectro normal da amplitude de movimento ou condição para um grupo de desordens hereditárias do tecido conjuntivo, que afeta a formação do colágeno e predispõe a afecções musculoesqueléticas e extraesqueléticas, que raramente é compreendida pelos profissionais, erroneamente considerada como habilidade inofensiva e para esta a causa é desconhecida e não há cura, porém as afecções secundárias à ela, na maioria, podem ser tratadas. É relativamente comum, ocorre entre 2% a 57% nas diferentes populações, é facilmente identificada e tratada na infância. Em idade escolar tem frequência entre 8 a 39% e encontrada em 41% das crianças e adolescentes. Ela poderá predispor a acometimentos articulares graves ao longo dos ciclos da vida, desde a infância, com rápida evolução para desvios na coluna vertebral, dos joelhos, quadril, pés, cotovelos, punhos e dedos, incluindo a face e com deformidades na arcada dentária. Manifesta-se em ambos os sexos, com maior frequência nas mulheres e maior acometimento em asiáticos e africanos. Raramente a HA é identificada em função do desconhecimento, sendo negligenciada, subdiagnosticada e considerada pela maioria dos profissionais como habilidade inofensiva, não valorizando a fragilidade dos tecidos.

Como identificar?

Não há exames complementares, como testes genéticos, exames de imagens ou outros laboratoriais para identificá-la. Profissionais de saúde experientes e com conhecimento científico atualizado em Hipermobilidade e características associadas poderá realizar o teste físico-clínico e histórico, assim como investigar outras manifestações associadas principalmente aquelas associadas à Síndrome de Ehlers-Danlos hipermóvel (SEDh). Porém, na mesma proporção é a responsabilidade para os encaminhamentos e para os tratamentos. Alguns profissionais identificam a HA e algumas outras manifestações, porém não fazem os encaminhamentos devidos ou encaminham para tratamentos convencionais de assistência fisioterapêutica ou para academias, mudando o curso da história desses pacientes e familiares, que os fazem, na maioria das vezes com afecções crônicas ou deficiências já instaladas. A HA é definida pelo escore de Beighton e recentemente foram criados os Transtornos do Espectro de Hipermovilidade (TEH) para reconhecer a continuidade da HA quando assintomática ou sintomática, sua localização como periférica, localizada ou generalizada e seu histórico. Portanto, valoriza-se a HA mesmo que seja uma característica isolada. Ex: “apenas” nos joelhos.

Tratamento

O indivíduo poderá ter hipermobilidade articular e não apresentar outras manifestações, porém o fato da presença da HA já sugere, no mínimo, a avaliação cinesiofuncional específica para a característica ao longo dos ciclos da vida. A assistência, em sua maioria, é multiprofissional, dependentemente das manifestações identificadas ou esperadas e seus respectivos encaminhamentos precoces. A avaliação e a assistência fisioterapêutica são essenciais e assim reconhecidas pela literatura científica, em função de suas maiores implicações ocorrerem nos membros superiores, inferiores e na coluna vertebral, sendo que, há método fisioterapêutico próprio tanto para a avaliação como para o tratamento das consequências da HA, que para a maioria há prevenção, ou seja, não deixar que se instalem e para aquelas já instaladas, será possível amenizá-las e algumas terão recurso terapêutico específico para recuperação na íntegra. A falta de tratamento especializado poderá levar a deficiências físicas irreversíveis. Portanto, é necessário que um profissional de saúde com essa experiência faça a gestão do paciente e/ou da família ao longo do tempo e assuma os riscos. O ideal é que o tratamento ocorra durante a infância até a adolescência, antes que se finalize o Estirão do Crescimento em Estatura, porém em todas as faixas etárias há intervenções para cuidados de ordem física, orgânica e emocional.

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Vídeos sobre o tema

  • II Congresso Internacional de Hipermobilidade, Síndrome de EHLERS-DANLOS e DOR

  • Funfarme promove 2º Congresso Internacional sobre Hipermobilidade

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